91 REAIS ESTREIA COM UMA PROVOCAÇÃO
SOBRE A ALMA HUMANA
Um desistente. Assim se define o próprio personagem de “91 reais ou Não vai haver amor neste mundo nunca mais”. O monólogo, escrito por Roberto Gonçalves de Lima, revela um texto instigante na atuação de Gustavo Engrácia.
Com a dose certa de humor irônico e política, a peça traz a verborragia de um ex-professor universitário e ex-comunista que desistiu de suas convicções e hoje vive “esperando acabar”. Entre um gole e outro, o personagem joga para o público pensamentos sem eufemismo como a alma é apenas uma ideia imperfeita; o capitalismo é o espírito; a humanidade é dividida entre covardes e idiotas; o amor é uma invenção do romantismo. Mas o trecho que dá o fio condutor da peça são as divagações do personagem sobre seu ritual profano nos puteiros da Vila Mimosa, onde ele diz encontrar a legítima felicidade.
Sem duvida, um roteiro que vai muito além da superfície .
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